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Entenda o que é INPC e como esse índice afeta a sua vida!

  • Posted by Arethuza Helena Zero
  • Date 12/09/2023

Quando você liga a televisão ou pega o jornal, sempre vê comentários sobre o índice de inflação e várias siglas que acompanham. É IPCA, IGP, INPC e tantas outras. Mas afinal, o que elas querem dizer? E, na prática, como esses índices influenciam na economia do país e no seu bolso?

 

Neste artigo, você entenderá o que é INPC, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor. Ele é calculado mensalmente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e mede a mudança de preços de produtos e serviços consumidos por famílias de baixa renda.

 

O que é INPC?

INPC é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor. Ele mede a variação de preço de determinados produtos e serviços consumidos pelas famílias brasileiras com rendimento de 1 a 5 salários mínimos. Ou seja, ele mede o poder de compra das famílias de baixa renda do país.

O cálculo do INPC é feito pelo IBGE a partir de outra pesquisa, a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF).

A POF analisa quais são os produtos e serviços que o brasileiro consome. Então, o IBGE pega esses dados e monta uma “cesta” com o que é consumido pelas famílias. Essa cesta é dividida em algumas categorias, como:

Alimentos e bebidas;
Moradia;
Vestuário;
Transportes;
Educação.

Na hora de fazer o cálculo do INPC, o IBGE dá peso diferente para cada categoria. Por exemplo, moradia e alimentação são mais importantes do que despesas pessoais. O objetivo do IBGE é avaliar se o dinheiro que o trabalhador brasileiro ganha é suficiente para manter o básico.

 

Mas, para que serve o INPC, na prática?

Para descobrir o custo de vida das famílias brasileiras de baixa renda.

Seguindo a linha de raciocínio anterior, o IBGE entende que, se o salário do trabalhador é o mesmo de 4 meses atrás, mas ele não consegue comprar e pagar pelas mesmas coisas que antes, o custo de vida aumentou. Ou seja, o preço dos produtos e serviços básicos cresceu.

 

Como o INPC impacta nossa vida?

A divulgação do índice auxilia no reajuste salarial. Desde a ação de sindicatos, em busca de melhor remuneração, até o aumento do salário mínimo anual.

Isso porque é importante que o profissional consiga manter o pagamento de produtos e serviços básicos para sobrevivência. Assim, ele conseguirá fazer planejamentos a médio prazo, pois terá a certeza de que o básico segue sendo pago.

Além disso, o INPC é um importante indicador da inflação. Porém, é importante lembrar que essa inflação é relacionada às famílias de baixa renda, já que o índice realiza esse recorte na análise.

 

Como o INPC afeta nossos investimentos?

Algumas aplicações usam o INPC como índice indexador, ou seja, os rendimentos estão atrelados à variação dele. Mas, essa não é a principal relação entre INPC e investimentos.

Ele também é um forte indicador de inflação, como a taxa Selic e o IPCA. Essas sim, possuem vários títulos atrelados.

Portanto, o INPC pode impactar os investimentos da mesma forma que a taxa Selic e o IPCA: mexendo na inflação e nas taxas de juros.

 

Qual a diferença entre INPC e IPCA?

Ao falarmos de índice de preços, muitas pessoas pensam no IPCA, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo. A verdade é que o seu funcionamento é similar ao INPC. Mas, não é totalmente igual!

A diferença entre INPC e IPCA é o recorte da sociedade. Enquanto o IPCA considera o consumo de famílias que ganham até 40 salários mínimos, o INPC foca em famílias que ganham de 1 a 5 salários mínimos.

O IPCA, que faz o cálculo considerando um público mais abrangente, é o principal índice que aponta a inflação no país.

 

Qual a diferença do INPC para o IPCA e o IGP-M?

O IPCA, índice de inflação oficial do Brasil, também é medido pelo IBGE, mas abrange um escopo mais amplo de renda, que varia entre 1 e 40 salários mínimos por família.

Assim, o peso de itens básicos tende a ser menor e segmentos mais supérfluos e mais caros ganham participação no cômputo geral.

Já o IGP-M, medido pela Fundação Getúlio Vargas, busca medir mais a variação de preços para o mercado do que para o consumidor. Assim, o custo de matérias-primas (algumas delas importadas e vinculadas ao dólar) ganham ainda mais peso.

Embora os preços de mercado acabem impactando o consumidor, não ocorre na mesma proporção e ao mesmo tempo. Por conta disso, o IGP-M pode apresentar fortes distorções em relação aos índices de consumo no longo prazo.

Saiba mais: https://educa.ibge.gov.br/

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Tag:Consumo, Dinheiro, educação familiar, famílias brasileiras, IBGE, inflação, INPC, investimentos, IPCA, preços

Arethuza Helena Zero

Arethuza Helena Zero Cientista Social e Pedagoga, com Doutorado em Desenvolvimento Econômico pelo Instituto de Economia da UNICAMP, Mestrado em História Econômica (IE- UNICAMP), é autora de artigos e livros sobre educação financeira. Ministra cursos, workshops e palestras sobre o tema Educação Financeira para crianças, adolescentes, pais e educadores.

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