Brasileiros gastam demais

A falta de uso da educação financeira faz crescer número de endividados no Brasil. O endividamento e a inadimplência do consumidor atingiu 57,1% das famílias paulistanas em abril, segundo a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). O resultado mostra que o brasileiro sabe o que tem que fazer, mas não faz.
Há um preocupante ponto em comum entre brasileiros que ganham só um salário mínimo e os que ganham dez salários mínimos: gastam demais, e não sabem como poupar.
Infelizmente, muitos consumidores ainda acreditam que comprar parcelado é mais vantajoso, já que é possível comprar vários itens. Enquanto na compra à vista, é possível comprar apenas uma coisa. É dessa forma, que muitos se perdem nas contas.
Um levantamento da Federação do Comércio de São Paulo mostra que o número de famílias endividadas continua aumentando, assim como o total da renda comprometida.
Em abril, 63% das famílias brasileiras tinham dívidas. O endividamento subiu em relação a março (61%) e mais ainda na comparação com o mesmo mês do ano passado (57%).
A alta no endividamento demonstra que a aceleração dos preços, principalmente dos alimentos, começa a impactar negativamente na renda das famílias paulistanas.
Outra pesquisa analisou como os consumidores enxergam a própria relação com o dinheiro, como agem e o conhecimento que têm das questões financeiras. O resultado mostra que o brasileiro sabe o que tem que fazer, mas não faz: gasta muito e poupa pouco.
O estudo feito pela Serasa Experian revelou que o comportamento é igual para quem ganha até um salário mínimo ou mais de dez. “Tanto o rico quanto o pobre, na hora de colocar o dinheiro para funcionar, ou seja, na hora que vão ao mercado para fazer compras, se endividar, cometem os mesmos erros. Não planeja o futuro, não faz poupança”, afirma Luiz Rabi, economista da Serasa Experian
Em números absolutos, o levantamento da Federação do Comércio de São Paulo mostra que 2,04 milhões de famílias estavam endividadas em abril, ante 1,86 milhão em março. Em abril de 2012, esse número era 1,81 milhão, o que resulta em alta anual de 231 mil famílias endividadas no município. Entre que ganham até dez salários mínimos, o percentual com renda comprometida é maior e atinge 59,6%. Nas famílias que ganham mais do que esse valor, o endividamento é de 49,6%.
Segundo a pesquisa da Fecomercio-SP, o cartão de crédito (73,6%) é a principal forma de endividamento, seguido por carnês (18,2%), financiamento de carro (16,1%), crédito pessoal (10,6%), financiamento de casa (9%), cheque especial (4,4%), e outros (5,4%).
De acordo com o levantamento, 24,2% das famílias endividadas têm até 10% da renda comprometida com o pagamento das dívidas; 52,3% têm de 11% a 50% comprometida; e 19,5% delas têm mais de 50% da renda comprometida; 4,1% não souberam responder.
Planeje o seu futuro!
Poupe!
Até o próximo!
FONTE: G1
