Vai morar sozinho ou dividir um teto?

Vai morar sozinho ou dividir uma casa? Há uma série de aspectos a serem considerados. Saiba como calcular os gastos para evitar surpresas no bolso!
Em alguns países, como os Estados Unidos, é comum o jovem sair da casa dos pais ao terminar o ensino médio. Em geral, ele vai cursar uma faculdade e morar em residências estudantis. No Brasil, essa mudança muitas vezes acontece mais tarde: por aqui, um em cada quatro jovens com idade entre 25 e 34 anos vive com a família, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Mas, em determinado momento, surge a necessidade ou o desejo de ter um canto para chamar de seu. Essa é uma decisão importante e que precisa ser muito bem planejada para evitar surpresas no bolso. Para ajudar você a fazer as contas dos gastos que terá, listamos as principais despesas domésticas e outras que podem estar envolvidas na mudança.
A primeira reflexão: morar sozinho ou dividir uma casa? Há uma série de aspectos a serem considerados. Morar com outras pessoas pode ser muito bom financeiramente, já que os gastos são divididos entre todos. Uma tendência que começa a se fortalecer em várias cidades brasileiras são as casas compartilhadas – cohousing e coliving, em inglês –, que se popularizaram em países da Europa e nos Estados Unidos a partir dos anos de 1980.
Senso de comunidade
Nesse formato, várias pessoas se juntam para alugar um imóvel mais espaçoso, com jardim e em alguns casos até piscina, churrasqueira e salão de jogos. Cada morador tem o seu quarto e todos compartilham as áreas comuns, como cozinha, sala, lavanderia e espaços de lazer. É o mesmo princípio das repúblicas estudantis, com a diferença de que os moradores já têm uma vida profissional bem estabelecida.
Geralmente, são pessoas que acreditam num modelo de economia compartilhada, privilegiam a convivência e a amizade. Muitas dessas moradias funcionam como uma comunidade, onde cada um tem uma responsabilidade pré-determinada na manutenção do espaço e todos zelam pelo bem-estar coletivo.
Para funcionar bem, as moradias coletivas precisam de muita organização, com regras e combinados definidos sobre o que cada um pode e não pode fazer, incluindo aí a realização de festas, convidar amigos, lavar a louça e deixar as áreas comuns arrumadas, por exemplo.
As finanças também precisam ter um controle rígido e o compromisso de que todos façam a sua contribuição antes da data de vencimento das contas. Recibos de pagamentos e notas fiscais são deixados em local visível para que todos possam acompanhar.
Tudo na ponta do lápis
Na hora de planejar a mudança e conhecer o valor das despesas, seja em moradias individuais, coletivas ou divididas com um ou mais amigos, o ideal é montar uma planilha ou usar um aplicativo para controlar os gastos da casa. Considere:
Aluguel, condomínio e IPTU
> Contas de água, luz e gás
> Internet e TV a cabo (se decidirem contratar)
> Telefone fixo (cada vez menos usado)
> Produtos de limpeza
> Diarista para faxina (se esta for uma opção)
Além destes, é preciso pensar em como irá funcionar a alimentação. Se você for morar sozinho, talvez não seja uma boa ideia cozinhar todos os dias. Para aproveitar melhor o tempo e não desperdiçar alimentos, uma alternativa é cozinhar várias porções de uma vez e congelar.
Em casas compartilhadas, uma opção é fazer a compra coletiva mensal de itens básicos, como sal, açúcar, temperos, óleo, arroz, feijão, carnes, macarrão e itens para o café da manhã, por exemplo. Pães, verduras e frutas devem ser comprados semanalmente. Itens de higiene, em geral, são considerados pessoais e não entram na compra do grupo.
Reaproveite o que puder
Na hora de montar a casa, antes de ir às compras, veja se a família ou amigos têm móveis, eletrodomésticos e utensílios que não usam mais e que possam você possa aproveitar. Você irá se surpreender com a oferta, que poderá ir de geladeira e aspirador de pó a panelas, pratos e talheres.
Outra dica é comprar móveis usados e dar seu toque pessoal, com pintura, troca de tecidos ou confecção de almofadas, por exemplo. Uma simples pintura em alguns itens já deixa a casa mais alegre e confortável. Você pode, inclusive, fazer seus próprios móveis usando paletes e caixotes.
Considere também organizar o chamado open house, um encontro em que você convida amigos e parentes para conhecerem a casa nova, oferece um lanche e algumas bebidas e as visitas levam um presentinho. Em geral, quem convida envia uma lista prévia de utensílios que gostaria de ganhar, como panos de prato, escorredor de macarrão, baldes, vassouras e outros. São itens que não custam muito, mas que, quando somados, podem impactar consideravelmente o orçamento da mudança.
Falta pouco para a casa estar completa? Não esqueça de reservar dinheiro para outros gastos, como roupa de cama e de banho (se não puder levar de casa).
Saiba mais: www.meubolsoemdia.com.br
Até o próximo!
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