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Qual a diferença entre renda fixa e renda variável?

  • Posted by Arethuza Helena Zero
  • Date 28/01/2025

Escolher entre renda fixa ou renda variável para investir seu dinheiro pode ser um desafio. Cada um desses investimentos possui seus rendimentos, características, riscos e possibilidades bem diferentes. Se você está começando agora, o primeiro passo é entender que você pode investir na renda fixa e na renda variável, e o melhor: ao mesmo tempo.

 

Por exemplo, investir em ativos da Bolsa de Valores pode trazer retornos mais elevados. Porém, são investimentos de alto risco. Ou seja, não são todas as pessoas que têm perfil para investir na Bolsa. Por isso, é importante conhecer o seu perfil.

 

Em contrapartida, a renda fixa traz retornos mais estáveis, porém mais seguros. Então, para o investidor que busca segurança, pode ser a melhor opção.

 

É importante ter em mente que é possível investir em renda fixa e renda variável e não ter que escolher apenas um tipo de investimento. Investindo nos dois ao mesmo tempo, você ainda otimiza os resultados, montando carteira diversificada.

 

Conheça agora as principais diferenças entre renda fixa e renda variável:

 

1- Rentabilidade e risco

 

Na renda fixa, o investidor sabe previamente qual será a rentabilidade do ativo. Ou seja, ele tem previsibilidade sobre quanto o dinheiro irá render no momento da compra.

 

Já na renda variável não há previsibilidade: o preço dos ativos pode sofrer variações o tempo todo. E são vários os fatores que influenciam os ativos de renda variável, como a economia do país, a taxa de juros e o cenário político.

 

Portanto, a principal diferença entre os dois tipos de investimento é o risco, que na renda variável é muito maior. Mas atenção: o risco não é zero em investimentos de renda fixa. Por exemplo, existe o risco de o emissor não cumprir com a obrigação assumida.

 

2 – Segurança

 

Um ponto que garante mais segurança aos ativos de renda fixa é a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Para valores de até R$ 250 mil, ele garante o pagamento caso o emissor quebre. Por exemplo, se você investir R$ 40 mil em CDB de um banco e ele falir, o FGC garantirá o pagamento desse investimento caso o rendimento não ultrapasse o teto de R$ 250 mil.

 

Em contrapartida, os ativos de renda variável trazem a possibilidade de maior rendimento, principalmente quando levamos em consideração o tempo. Geralmente, no mundo dos investimentos, quanto maior o risco, maior a possibilidade de ganhos.

 

Então, se você é um investidor arrojado e abre mão da segurança pela possibilidade de rentabilidade, a renda variável pode ser para você. Agora, se você está começando a investir ou prefere uma rentabilidade mais estável e segura, opte pela renda fixa.

 

3 – Indicador de rendimento

 

Os investimentos de renda fixa se baseiam na movimentação de alguns indicadores, como Selic, CDI, IPCA e IGPM.

 

As taxas e preços dos títulos variam diariamente até a data de vencimento e isso pode acontecer por diferentes motivos. Porém, essas variações (ganhos ou perdas) causadas por um mecanismo chamado “marcação a mercado” só são colocadas em prática caso o investidor decida resgatar (vender) o ativo antes do prazo final. Caso contrário, receberá a remuneração que foi acordada no momento da aplicação e, por isso, não importará a oscilação ao longo do período.

 

Já o investimento em renda variável é impactado por flutuações menos específicas e esperadas, pois não é necessário que algo atinja diretamente a ação, como um problema na empresa provedora. Uma alteração na economia pode ser o suficiente para que a ação suba ou desvalorize.

 

Como já falamos brevemente, seja ainda mais estratégico: invista em renda fixa e renda variável ao mesmo tempo, adeque a quantidade conforme o seu perfil.

 

Quais os tipos de investimentos em renda fixa?

 

Antes de conhecer os investimentos em renda fixa, entenda, em rápidas palavras, o que é a renda fixa.

 

Renda fixa é o investimento realizado diretamente em títulos públicos e privados de renda fixa. Quando você compra um título de renda fixa, você está emprestando dinheiro ao emissor do papel, que pode ser um banco, uma empresa ou até mesmo o governo.

 

Em troca, você recebe uma remuneração por um determinado prazo, na forma de juros e/ou correção monetária, podendo receber, ainda, parcelas chamadas amortizações.

 

Os títulos de renda fixa podem ser classificados em relação à forma de rentabilidade. Os principais deles são:

 

● Caderneta de poupança (mais famosa, porém, não tão rentável, fique de olho!)
● Fundos DI e renda fixa
● Títulos públicos
● CDB

 

Entenda um pouco melhor:

 

1 – Títulos Prefixados

 

Os títulos prefixados têm o rendimento fixo, ou seja, ele não se altera ao longo do tempo. Por exemplo, se ele for de 7% ao ano, será essa a rentabilidade até o vencimento do investimento.

 

Esses títulos são indicados para quem busca previsibilidade, pois é possível calcular o quanto o dinheiro irá render até o fim do investimento.

 

Exemplos de títulos prefixados são:

CDB ou Certificado de Depósito Bancário
LC ou Letra de Câmbio
Tesouro Direto Prefixado

 

2 – Títulos Pós-Fixados

 

Já os títulos pós-fixados têm a rentabilidade atrelada a um indexador, no qual representará o percentual de rentabilidade, por exemplo, a taxa Selic ou o CDI. Ou seja, se os indexadores sobem, a rentabilidade aumenta. Mas se eles descem, a rentabilidade diminui.

 

Por isso, para investir nesses ativos é importante analisar os movimentos da economia.

 

Exemplos de ativos de renda fixa pós-fixados são:

 

Tesouro Direto
LC (Letra de Câmbio)
LCI ou Letra de Crédito Imobiliário
LCA ou Letra de Crédito do Agronegócio
CDB (Certificado de Depósito Bancário)

 

3 – Títulos Híbridos

 

Os títulos de rentabilidade híbrida têm uma parte fixa e uma variável. Por exemplo, ele pode render 8% + IPCA, indicador que mede a inflação oficial do país.

 

Assim como os títulos pós-fixados, eles também variam com o tempo. Porém, como tem parte da rentabilidade fixa, tem uma parte mais “garantida”. Um dos pontos positivos desse investimento é o ganho real, já que a taxa fixa é a remuneração acima da inflação.

 

Exemplos de títulos com rentabilidade híbrida são:

 

Debêntures
Tesouro Direto IPCA+
LC (Letra de Câmbio)
LCI ou Letra de Crédito Imobiliário
LCA ou Letra de Crédito do Agronegócio
CDB (Certificado de Depósito Bancário)
CRI ou Certificado de Recebíveis Imobiliários
CRA ou Certificado de Recebíveis do Agronegócio

 

Quais os tipos de renda variável?

 

Esse é um tipo de investimento que não fornece previsibilidade do ganho, já que possui diferentes fatores que podem impactar no resultado final, como política, economia e até uma simples brincadeira envolvendo um nome importante. No entanto, é o investimento que oferece maiores ganhos.

 

Existem diversos ativos de renda variável. Separamos alguns para você conhecer melhor.

 

1 – Ações

 

As ações são os investimentos de renda variável mais conhecidos, dividindo-se em ordinárias (com direito a voto em assembleia) e preferenciais (com prioridade na distribuição dos dividendos).

 

Investir em ações nada mais é do que comprar uma pequena fração de uma empresa, já que uma ação é uma parte do capital social dela. E o grande diferencial é que ele algumas se valorizam com o passar do tempo, assim como pode oferecer uma maior rendimento em CDI.

 

Portanto, ao investir em ações é necessário escolher bem a empresa. Pesquise seu histórico, projeções, o mercado onde está inserida, quem são seus gestores e outras informações importantes. Invista em empresas nas quais você realmente acredita.

 

2- Opções

 

Opções é um tipo de investimento que garante ao investidor o direito de comprar (call) ou vender (put) um ativo em uma data futura. É como um seguro de carro: você tem o direito garantido de vender o carro por um determinado preço mesmo que ele passe por um acidente.

 

Os contratos desse tipo de investimento têm a especificação de uma data de vencimento e o prêmio de risco da operação. Ou seja, você não negocia o ativo em si, mas o prêmio da operação.

 

É importante saber que o risco de investir em opções é considerado muito alto. Portanto, é indicado apenas para investidores arrojados e não é recomendado alocar grande parte da carteira em opções, mas sim, compensar possíveis quedas em renda fixa, por exemplo.

 

3 – Fundos Imobiliários (FIIs)

 

Se você quer investir no mercado imobiliário, os FIIs podem ser uma boa opção. Eles são frações de empreendimentos, como shoppings, galpões logísticos ou lajes corporativas.

 

A rentabilidade dos Fundos Imobiliários vem da valorização das cotas do fundo, que tem sua precificação diariamente pelos investidores. Além disso, há também o pagamento de aluguéis mensais, assim como em imóveis físicos.

 

Ou seja, você ganha com a valorização das cotas (se ela valorizar) e com o pagamento de aluguéis (se eles forem feitos em dia).

Até o próximo!

FONTE: https://xpi.com.br

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Tag:ações, Dinheiro, Educação Financeira, FGC, Fundo Garantidor de Crédito, investidor, investimento, juros, liquidez, renda fixa, renda variável, rentabilidade, risco, títulos

Arethuza Helena Zero

Arethuza Helena Zero Cientista Social e Pedagoga, com Doutorado em Desenvolvimento Econômico pelo Instituto de Economia da UNICAMP, Mestrado em História Econômica (IE- UNICAMP), é autora de artigos e livros sobre educação financeira. Ministra cursos, workshops e palestras sobre o tema Educação Financeira para crianças, adolescentes, pais e educadores.

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